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17 de mai. de 2009

Amo minha mãe
Amo meu sobrinho
Amo minhas irmãs
Amo meu pai
Meus avós
Meus tios
Agregados
Amigos
Todos que fazem parte da minha vida
Dos meus dias
São as pessoas que fazem com que eu sinta um monte de sensações
Todos que amo são incríveis
Todos que amo admiro intensamente e não vejo erros
É amor demais
Que eu distribuo em paz

6 de abr. de 2009

O que mais é preciso ser mostrado para se ter certeza?
É ela!
Como eu sei?
Não!
É ela!
Essa felicidade que pula no meu peito
Que dá uma sensação de euforia
Que me faz acreditar em mim
E me impulsiona a entender tudo
Foram os olhos dela que me fizeram ver todo o resto
O jeito que se veste
Aquele vestido hippie
Com os meninos agarrados nas mãos
Ali na areia da praia
Sábado
Sozinha
E eu fui covarde o suficiente para não chegar mais perto
Ok
Isso eu já sei...
Aparece de novo
Não quero dormindo
Quero ao vivo

29 de mar. de 2009

Cigarro entre os dedos
Neuroses minhas?
Ela saiu com os amigos justamente quando os meus chegaram em casa
As vezes faz coisas que não entendo
Fiquei em uma situação ridícula
Todos ficaram sem entender nada
Ela sai de repente, depois de dizer que ia deitar porque estava com dor de cabeça
Meus amigos chegam com garrafas de vinho
Ela bate a porta depois de dizer que está indo para o Baixo
Quinta-feira
2:20, todos já foram embora
Resolvo ir ao encontro dela
Chegando por lá, noto a presença de uns amigos, outros dela e uns nossos
Caminhando em direção a mesa dos amigos da Nana pergunto por ela e todos falam que está no banheiro retocando a maquiagem
Maquiagem?
Alguma merda ela estava aprontando
Resolvi ir até o banheiro
Chegando por lá ela estava com uma amiga, Aline M. e estavam literalmente retocando a maquiagem
Me puxa de repente para dentro de uma das portas do banheiro
E ali me dá um prazer que nenhuma outra pessoa no mundo é capaz
Seus beijos pelo meu corpo
Pontas dos dedos nas minhas costas
Sinto prazer no ato e chego no meu limite
Se é que existe algum ao lado dessa maluca
Depois a gente volta para a mesa, peço uma dose de whisky
Passamos o resto de nossa noite ali
Com os amigos dela
Do jeito que ela queria desde o início

23 de mar. de 2009

Alice ali
No banco ao lado do meu
Só nós duas dentro do carro
Quando me fez carinho na cabeça me disse sem dizer que me queria
E deixei que ela fizesse isso
Fui permitindo seus toques e quando vi já estava em cima de mim
Me dando prazer e carinho
Beijando meu pescoço e me dizendo palavras bonitas
Sussurrando
Gemendo
Percorrendo meu corpo com as mãos
Ouvindo o barulho da água do rio que corria a passos de onde estávamos
Naquela calma do ato
Chegamos ao máximo do prazer e nos encolhemos logo depois
Ela acendeu um cigarro e não me disse mais nada
Olhando pra mim e esperando por palavras que pudessem sair da minha boca
Eu não disse nada
Estava confusa em pensamentos e culpa
Eu tinha uma mulher que me esperava
Só que eu estava no meio do nada
Perto de um rio
Trancada no carro com outra mulher
Que me deu carinho
Que me fez gozar

19 de mar. de 2009

Outro corpo
Mulher
E toques
A maneira como se mexe na cama
Como conduz o sexo
Não é a mesma
Que dorme comigo quase todos os dias
Nem que anda de pés descalços o tempo todo pela casa
Sujando tudo de grama e baba de cachorro
E olha mergulhando nos meus olhos
Sinto que sente vontade de me ter sempre que é possível
E faço quase tudo que me pede
Só que as vezes esqueço
Me estresso e não quero
O mesmo de sempre
É preciso sentir algo diferente
Pra continuar existindo
Sobrevivendo nos dias de cão
Não existe culpa em chegar em casa e deitar na cama da Nana depois de fazer sexo com outra mulher
Olho para dentro dos seus olhos e vejo verdade, há amor em nós
O fato de as vezes durmir e sentir prazer com outras pessoas
Não quer dizer que não há mais amor
Maíra, Alice e tantas outras...
São noites em que esqueço tudo e sinto desejo sexual por alguém que não é a Fê
E ela não precisa saber
Nem sofrer
Também não quero saber de nada
Se ela faz o mesmo
Prefiro uma verdade bem contada
Como as quais eu conto quando não estava trabalhando
E sim gozando com uma outra mulher

9 de mar. de 2009

De fato não entendo como amei uma pessoa e ela se foi
Como foi fundamental em algum momento meu
Me vi fazendo parte da necessidade de sua vida
E não, cair dessa altura e olhar além da janela e poder ver
Que todos estão tranquilos e que vivem bem sem mim
Vejo tantos sorrisos e tanta alegria
E as vezes me sinto tão usada
Como qualquer mercadoria que perde o valor com o tempo
As pessoas amam a prazo, seus sentimentos e sensações tem validade
E isso não posso ver com bons olhos
Não sei sentir dessa maneira estranha e desapegada
Pois me entrego sem querer nada
Mas peco por me decepcionar quando viram as costas e vão embora
Pois eles todos não estão nem aí para os meus sentimentos
Eu fiz um bem pra cada pessoa que passou por mim
Não menti em momento nenhum
Não fui outro
Sempre fui a mesma criança interessada na novidade ambulante
Na próxima pessoa
As pessoas se cansam umas das outras
E isso é uma pena

Know your rights

Posso ir até NY, Holanda ou Caribe

Ir até o outro lado da cidade

Mudar de casa

Morar em apartamento

Posso correr em todas as manhãs

E beber litros e litros de água gelada

Posso beber whisky, vinho, cerveja

Misturar tudo para tomar o maior de todos os porres

Só que no dia seguinte passo em frente ao espelho

E verei meu rosto ali, quase em cacos

Posso jogar uma pedra bem pesada e quebrar esse vidro que desgraça vidas

Posso tentar pular da ponte e cair no rio

E fazer tantas outras coisas só para não ter que ter certeza de que sou eu

O erro.

A coisa estranha.

Sou como um vômito deixado na privada do banheiro público

Ou a merda de cachorro deixada na rua

E ainda um escarro no banco do carro

Todo esse nojo que tenho de mim

Esse desprezo

Essa dúvida

Medo

Descontrole e desespero

Minha cabeça não me deixa por um minuto tranquila

Minha idéias tão novas não agradam a maioria

Não há luz que não se apague

5 de mar. de 2009

Eles querem aparecer

Mesmo que sujos e rasgados

Mesmo que bêbados e desequilibrados

Embriagam-se pelo tédio das horas dos dias

A noite liberta qualquer alma que vaga pelas ruas

Percorro os bairros e sinto a brisa leve que vem do mar

O mato nos traz aquele calor acolhedor

Me sinto em casa

Gosto de sentir no rosto, o vento

Tantos nós

Eu não estava puta da vida quando ela chegou

O que de fato irrita é que ela gosta de contar que chegou pra salvar a minha pele

Não é bem assim

Eu já era de certa forma independente

Está certo que não era muito regrada e que não me alimentava bem

E tá certo que ela me tirou da noite, da bebida e da boemia

Eu permiti que ela fizesse isso tudo

Só que agora tenho a necessidade de ter um pouco mais de espaço

Não consigo ficar preso nessa prisão em que tu me colocou

Só aqui fico fraco

Eu adoro tua companhia

Baby, eu faço e te dou qualquer coisa

Mas pelo amor que você tem a vida

Vamos pra rua

Eu preciso ver gente

Fumar meu cigarro e percorrer com os olhos a fumaça

Preciso dar meu trago no chopp

E eu não entendo como pode querer o contrário
Essa noite foi tão quente e boa
Que em palavras não consigo dar tamanha intensidade
Ela dormiu aqui
Na minha casa, na mesma cama
Dormimos abraçadas
Seus braços no meu pescoço
A boca na minha
E o vento que vinha da rua
Não era capaz de controlar as gotas que pingavam de nossos corpos
Quentes, trêmulos e entrelaçados um no outro
Sinto que estou na pele dela e ela está na minha
Seus dedos percorrendo meu corpo
Ela tentava me sentir
Queria estar tão perto
Estava grudada em minha pele
Seu cheiro impregnava o espaço
O nosso sexo delicado e excitante
Nos levou ao limite
Prazer!
Gostaria que não tivesse entrado no ônibus

Ali, em pé, percebi o quanto te quero

Pude notar como você incomoda meu corpo e juízo

Fico desorientada com a tua presença e nem sei nada de ti

Nome ou sobrenome...que horas são?

Esse jeito de vestir, de ser bela e simples

Morena das 8:00 am

Fico tão confusa, sinto que minha voz não sai

Não tento pra não fazer feio na tua frente

Vem...chega até aqui

Atravessa a rua e me chama

Respondo tudo que quiser saber

Me olha nos olhos de perto

E se liga em como a minha respiração está atrapalhada

Do meu peito sinto saltos incontroláveis

Tão fortes

Cinco minutos

E o ônibus chega e fico parada no meio da pista

Sem poder chegar mais perto

E mesmo assim, por te ver

Do outro lado da rua

Entra e não sei mais nada

Não te vejo e sofro procurando te encontrar

Só queria poder olhar nos teus olhos

Até breve, assim espero!

19 de fev. de 2009

Mais uma jovem vítima de bala perdida.
De onde veio o tiro que matou a jovem na escola de samba?
A menina foi buscar a sua fantasia e de repente caiu no chão
Quando viram, estava cheia de sangue
Essa é a novidade do momento
Você está em pé na rua e de repente vai ao chão
Você não pode nem mais saber se está morrendo
Porque é tudo tão rápido
Que acaba te confundindo
E de repente uma luz branca se aproxima e já não escuta-se mais nada
Me sinto parte dessa tragédia
Porque foi com uma menina de 14 anos que foi impedida de desfilar pela avenida
Até quando?
De onde vem essa bala de fogo que fere e mata?
Pra que inventaram um objeto que tira vidas?
Me faço tantas perguntas...me acho por vezes uma maluca
Mas quem de fato é maluco é aquele que acha engraçado matar uma pessoa
Por mais insignificante que seja o pobre do infeliz
Ele tem algum valor pra mim
Eu vou sentir falta dele
Vai ser menos um vivendo
Perdendo uma vida inteira
No auge dos seu 14 anos.
Baixo é o homem que passa cambaleando
Levemente embriago pelo vento frio de uma noite que passa depressa
Estou trancafiada no quarto só com a Nana
Nós duas nessa letargia aconchegante
Confesso que não preciso de mais nada
Ela me entende, aceita meus defeitos
Sabe o melhor jeito de ver o lado ruim
Sempre otimista a Fernanda segue os dias cantando "Chico"
Ouvindo "Soko"
Peço pra ela colocar Piaf
E das janelas vejo pingos e sinto cheiro de chuva
Agora mesmo é que o resto das coisas não tem de fato mais importância
Aqui temos tudo do que precisamos
Ela as vezes reclama que só quero isso
Pra que mais? Aí fico levemente confusa, faço drama e pergunto se não me quer mais
Porque quero muito quando tenho
Quero toda hora se puder
Ela gosta de ter os pés no chão
Sentir a terra entre os dedos, suas unhas pintadas de vermelho
Te admiro de longe e quase babo de tanto que é feliz
Os dias que você fica aqui, do meu lado
Eles fazem sentido
São alegres e coloridos
É verão!

18 de fev. de 2009

Essas novelas que passam o ridículo
Que retratam a mentira
Ninguém é tão patético quanto a" Vera Fish" na velhice
As horas correm no meu relógio de pulso
Minha mulher me liga de cinco em cinco
Ela não entende porque não sinto saudade
É tudo tão patético e pequeno
Que fica as vezes chato
O mundo parece pouco para o que quero dele
Quero tudo junto
Quero tudo!
Esse céu tão grande que me guia e me acompanha por essas ruas
Esse verão tão quente
Todas as figurinhas repetidas que vejo com frequência
As vezes minha perna enfraquece
Sorrio do ridículo
Gargalho olhando tão dentro de mim
Me acho ridículo
E por vezes concordo comigo
Sou tão patético e sem graça no dia a dia
Que ninguém quer chegar mais perto
Será que o problema está no meu olhar?
Será que existe algum problema?
E porque é que essa mulher não desisite de mim e cai fora logo
Atendo esse celular e preciso estar com uma voz boa todas as vezes
Ah! Essas mulheres tão loucas que me deixam confuso
Tem noites que se ela não está ali do meu lado não sei o que seria de mim
Só que porque me liga tanto?
Será que ela não percebe que sou imensamente ridículo
Vazio e pequeno
Mesmo querendo tanto
Querendo tudo em dobro

31 de jan. de 2009

É O SILÊNCIO DA NOITE
SÃO AS HORAS TAMBÉM
ENGRAÇADO COMO TUDO NELA ME ENCANTA
ACHO QUE SUA ESCURIDÃO ME EXCITA DE UMA MANEIRA INTERESSANTE
NÃO SEI EXPLICAR O QUE SE PASSA COMIGO
MAS SINTO QUE O FRESCOR DESSES MOMENTOS ME DEIXAM MAIS ALEGRE E DIVERTIDA QUE DE COSTUME
É QUE SÃO AS HORAS EM QUE LANÇADAS AS CABEÇAS NO TRAVESSEIRO
A VIDA VIRA FILME E PASSA TUDO TÃO RÁPIDO
QUE ENGRAÇADO!
NÃO CONSIGO DORMIR
ESTOU COMPLETAMENTE ELÉTRICA E JÁ SÃO 4:00 AM
O RELÓGIO COM SUA LUZ VERMELHA ILUMINA MEU QUARTO
A JANELA ESTÁ ABERTA PARA QUE EU POSSA OLHAR AS ESTRELAS
FICO ALI, PARADA, OBSERVANDO TUDO QUE ACONTECE
E DE FATO É NADA

13 de jan. de 2009

Talvez nada seja isso tudo o que se passa aqui dentro do peito
Acelera como bateria de escola de samba
Há um certo desequilibrio que me deixa assim
Tão leve como pena de pombo pendurado no fio
Por um fio, apenas pendurado
Quase que sendo eletricutado
Dor
Já não mais sente nada
Nem a gota de suor que cai tão leve pelo rosto
Sujo de vida
De suor e poeira das ruas
Sujeito que sujo segue seus dias
Meu corpo treme
Sinto medo do fio, medo de mim
E do meio da rua eu olho desesperado pra todas as janelas
E procuro insistentemente por algum rosto
Que seja desconhecido
Novo e belo
Aquela sensação com algumas pessoas
Que mesmo na primeira vez em que nos olhamos
Já existe um interesse
Intrigante
Me ponho como curioso
Atrás dos óculos escuros
Minhas lentes em direção aos rostos que passam

6 de jan. de 2009

Era uma menina e já andava por aí
Conhecia um pouco do mundo
Música, literatura, adorava pintura ... arte no geral!
Falava linguas diferentes
Gostava do botafogo
Comia brigadeiro comigo nas tardes de domingo
E me ligava na segunda quando chegava cansada do trabalho
Fazia ioga e lia grandes nomes
A gente discutia sobre os beats
Jack, Allen, Willian...
Tardes de vinho
Noites de cerveja e horas a fio de whisky
Fumava alguns cigarros
Ultrapassava o limite permitido de cigarros no cinzeiro
Chorava quando eu falava alto
Queria ficar na minha cama todos os dias
E de repente já não estava mais tão empolgada com a tua presença
Não conseguia disfarçar, meus olhares fugiam dos dela
Tesão não mais existia
E era tudo estranho
Um dia eu sumi e nunca mais voltei ali
Naquela casa estranha, com aquela mulher distante
E outro dia quando dobrava a esquina da casa dela
Vi de longe um carro estranho na porta
E cheguei mais de perto, na janela
E lá estava ela e uma outra pessoa
Estavam abraçadas vendo filme e comendo pipoca
Caí de joelhos
Meus olhos lacrimejavam e eu já não conseguia engolir
Havia tamanha emoção em mim
Naquele instante...
Foi demais
Saí dali correndo
E xinguei bem alto seu nome
Para que todos pudessem ouvir

3 de dez. de 2008

Eu sinto tanta falta do meu cigarro grudado nos meus lábios
Entre meus dedos
Desenrolando meus pensamentos
Ele era minha companhia nas noites e me ajudava a enxergar além
Tanta falta que eu sinto dele
Para aquele silêncio , olhos nos olhos e desvios
Nada como lançar do maço, um ciagrrinho
Só que ele leva muita grana da gente
Ingrato nesse sentido financeiro
Falando francamente
E ressaca de cigarro é péssimo!
Talvez seja uma das piores coisa da vida
O dia seguinte, aquele gosto forte de tabado na boca
Erght!
E as pessoas acham que ser artista é ter glamour
Elas não entendem nada de sensibilidade
Empregadas na correria das horas dos dias
Trancadas em salas e escritórios
Arght!
Que tipo superficial de vida
Presas nessa mesma coisa de sempre
E elas tem medo de ousar
De fazer diferente
Por mais que queiram, elas tem medo de tudo
Elas só pensam em dinheiro e pagar e ter contas e filhos e família
Essa repetição enjoada
Mesmas coisas
Assim não dá!
E a diferença?
A novidade?
Pelo amor do santo que é deus
Ousem ousem ousem ousem
As noites de sexta-feira são solitárias
E você podia pegar nas minhas mão e me levar para tomar umas cevejas
Mas parece que não está muito aí...
Desligada do resto do mundo nessa sua letargia que me incomoda
Vamos, baby, faz alguma coisa
Reage e saia desse limbo em que se encontra
Eu vou te pegar as 23:00 e nós vamos dar umas voltas por aí
Vou entrar no carro e passar na tua casa e você se prepara
A gente pode tentar achar uma festa interessante
Sim, as noites de sexta-feira são realmente bem solitárias
Só que se tiver umas bebidas e amigos, tudo fica bom
Ou pelo menos a gente foge do tédio
E a gente esquece que amanhã é sábado e depois domingo
Esses dias superficiais onde as pessoas exigem qualquer coisa da gente
Sim, as noites de sexta-feira são realmente solitária