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29 de out de 2009

Tema: Violência Urbana
(Ana Shirley) Comunic & Lingg

Importa a culpa? Solução já!
São tiros de metralhadoras e fuzis e no meio desse confronto estão todos. Usuários, policiais, traficantes, estado e trabalhadores.
O tempo que seria de paz, conversa e interações foi substituído por tiros que cruzam o céu e chegam em corpos e casas. E de onde vem a bala? Muito ódio, raiva, homens se matando a troco de nada, feito idade média.
Voltem os hippies, os beats! E essa juventude trancafiada em casa com medo do tiro que cruza a sala e pega a lata do lixo. Dessa vez foi sorte.
Triste é ver o estado sem voz pedindo permissão para traficantes para começar obras do pac em uma comunidade do Rio de Janeiro. Ou o helicóptero que cai porque todos se omitem diante dos fatos. Nas fronteiras tudo passa, drogas, armas e mais um tanto de coisa. E de quem é a culpa?
Do viciado, doente que compra a droga e sustenta o crime.
O estado que pede licença para entrar nas comunidades porque não atua onde deveria. A polícia que chega atirando no caveirão sendo este o pior pesadelo do trabalhador que desce a ladeira. Os traficantes e suas rivalidades com outras facções pelo monopólio.
E tem também o cidadão que assiste tudo e já descrente com a política daquele mesmo corrupto que disse que não sabia de nada que estava acontecendo, fica sem fazer nada, braços cruzados e reclamando.
Mais crianças, velhos, mulheres grávidas, homens, policiais, traficantes, jovens caem diariamente nesse chão repleto de sangue e cartuchos de bala. Impostos são cobrados, pagos e todos querendo cobrar por soluções onde é possível chegar a uma conclusão sem mortes. Com vida!
Um estado de praias deslumbrantes, até bucólicas, essa mata verde do Parque Nacional da Tijuca e o Parque Lage são exemplos de alegria em pleno caos. Lugares que estão acolhendo pessoas amedrontadas por tiros de balas e granadas. Um lugar lindo sendo palco de guerra.
Não é possível que só o carnaval seja capaz de colocar o bloco de gente feliz que brinca nas ruas.
Vamos receber os gringos com alegria, para as olimpíadas e não ter que sair correndo ou ter medo de estar na rua.

17 de out de 2009

Tarara rararararara tarararararara tarararararrararara

Pelas ruas o que vejo são carros de polícia
E as pessoas estão em casa
Apavoradas
Com esse barulho todo de arma e bala
Essas metralhadoras e fuzis
Caramba!
E sobe o caverão
E os traficantes queimam os ônibus
Até quando?
Uma sexta-feira
Um sábado de manhã
Que pessoas que moram perto das comunidades não conseguem dormir
E os próprios moradores das comunidades
Não dormem
Não podem sair de casa
Trabalho, escola, comércio
Fecha tudo
Guerra civil
E o estado ganha na eleição o prêmio de cidade das olimpiadas
Que vergonha!
Como?
Cai helicóptero da polícia
Traficantes fazem o que querem
E os políticos fingem que resolvem alguma coisa
Mas na verdade não estão muito aí
Moram de frente para a praia
Naquela calmaria
E tranquilidade
Core
Bope
Pm
Civil
Cv
Ada
Terceiro
Até quando eu vou ver toda essa guerra
Morre gente!
Um desfile de armas
E viva
A guerra!

16 de out de 2009

CAT POWER

ELA ESTAVA NA SALA
COM O CELULAR NA MÃO
MANDANDO MENSAGEM PARA ALGÚEM E DE LONGE
EU OBSERVANDO QUALQUER MOVIMENTO
ELA COM AQUELA CARA DE CHAPADA
TALVEZ CANSADA DE MAIS UM DIA DE TRABALHO
E CORRERIA
HOJE NÃO FOI A PRAIA E ISSO FAZ UMA DIFERENÇA BEM GRANDE
AQUELE EQUILÍBRIO E SILÊNCIO
POR ESTAR ALÍ NA AREIA OUVINDO O BARULHO DAS ONDAS
QUEBRANDO NO MAR
ELA FICA MAIS TRANQUILA
MAIS CONTEMPLATIVA
ESSA MEDITAÇÃO DELA ME FAZ BEM TAMBÉM
POR ANDAR DESCALÇA PELA CASA
NAQUELA VONTADE, SABENDO O QUER
COMO QUER
E ORDENANDO PARA QUE SAIA CONFORME COMBINADO
EU AMO ESSA MULHER
ELA É MINHA?
NÃO SEI
ELA NÃO É FEITO CASA
NÃO É DE CONCRETO
NÃO É CONTROLÁVEL
ATÉ QUANDO DER
SIM!
ELA É MINHA
EU SOU DELA
MAS NUNCA NA IDÉIA DE QUE É PRA SEMPRE
PORQUE ISSO É MUITO TEMPO
É SORRINDO QUE EU VOU CANTANDO A VIDA
JOGANDO SINUCA AS QUINTAS NA BAMBINA COM OS AMIGOS
TOMANDO AQUELA CERVEJA DE MOLHAR O COPO
TEMPERATURA IDEAL PARA DESLIZAR GARGANTA ABAIXO
UAU
PORQUE TODO MUNDO PODE SER FELIZ ASSIM
À TOA
SORRINDO
FALANDO BESTEIRA E NÃO PENSANDO MUITO EM FUTILIDADES
TALVEZ NOSSO PAPO SEJA BOBO
MAS NO FINAL DAS CONTAS A GARGALHADA SE FAZ PRESENTE
E TODO MUNDO LOGO SENTE UMA COISA ESTRANHA NA BARRIGA
AQUELE SORRISO CONSTANTE NO ROSTO!
VAMOS!
SAI DE CASA
DESLIGA TUDO E VEM PARA A RUA
AS POSSIBILIDADES ESTÃO AQUI
SEI QUE A VIOLÊNCIA VOMITADA NO NOTICIÁRIO TE CONFUNDE
SÓ QUE ISSO NÃO PODE FAZER COM QUE A GENTE NÃO VIVA
"DE BAR EM BAR"
ATÉ O CANSAÇO APARECER
VAMOS JUNTOS
E NÃO ME VENHA COM ESSE PAPO BRABO
COM ESSA ENERGIA REPRIMIDA
COM ESSAS OLHEIRAS PROFUNDAS
NÃO!
VEM FELIZ
VEM SORRINDO QUE ME CONQUISTA FÁCIL
SE ESBARRAR COMIGO EM QUALQUER RUA
FALA COMIGO
ADORO CONHECER GENTE
TODO TIPO
COLORIDO
BRANQUELO
AMARELO
NEGÃO
GAY
HETERO
BI
GENTE!

CENTRAL DO BRASIL

QUERO CONSTATAR A VERGONHA DE NÃO CONSEGUIR FAZER XIXI AS 5:50 DA MANHÃ DE UMA SEXTA-FEIRA NA CENTRAL DO BRASIL, MUITOS BANHEIROS ESTAVAM FECHADOS.
NINGÚEM SABE INFORMAR NADA!
FIQUEI SUPER DESESPERADA, QUASE MORTA DE TANTA VONTADE DE URINAR E NÃO PODER PORQUE OS BANHEIROS ESTAVAM FECHADOS.

11 de out de 2009

Sea of love

É boa a vida que a gente leva junto
Nós três
Eu, ela e o nosso filho
Estranho que em momento algum do passado eu pensei que seria assim
Mas até que é legal
Comer brigadeiro com eles em tardes a toa
E ver o filho sorrindo
Chegar em casa e ter sempre algúem ali querendo saber como foi seu dia
E o pirralho aprontando todas
Até que sou feliz assim
Mesmo não tendo preparado nada
Onde tudo aconteceu de repente
A vida foi me levando até esse entendimento
Confesso que as vezes quando me pego pensando em ir embora dalí
Fico triste porque é tudo tão calmo com eles
Mas as vezes sinto vontade de ser solto
Como antes
Lembro das loucuras que cometi no passado
Dias agarrado a garrafas de bebida
Totalmente embriagado
Hoje é tudo tão diferente
Tudo tão nítido e real
Acho que deixei de ser criança quando fui embora da casa dos meus pais
Quando aceitei ter filho
Quando me apaixonei por ela
Pelo jeito simples de levar a vida
Sempre descalça e falante a Fernanda anda pela casa de blusa e calcinha
Acho tão engraçado esse jeitinho dela
Cheia de cuidados com a casa
É tudo como ela quis desde o início
Não sei onde achei que escolhi alguma coisa
Apenas fui aceitando as coisas que foram acontecendo

3 de out de 2009

Stoned

Viajo por rios
E ruas
Não quero em casa porta nenhuma
Que entre gente o tempo todo
E fale comigo
Traga cigarro
Sorriso
Papo bom
Pra cima
E vamos soltar a garrafa de vinho
Do bom!
Os amigos sentam no chão
E ningúem que passa entende
Mas todo mundo contente desperta
Medo em quem olha e não pode estar aqui
Por algum bloqueio
Pudor
Bobeira que mantém preservada
Cada pessoa que chega fala comigo
E do nada surge ela
Caminhando lentamente
Prourando encontrar
Me toca pelas costas
Me chama
Diz meu nome
E logo reconheço a voz
Fernanda
O que faz por aqui?
Veio me ver
Quis sentar do lado e me dar as mãos
Não entendendo nada
Porque sabia que não podia ser assim
De simples querer
Nossas mãos juntas
Todo romance explícito
E o público em volta
Uau!
Que loucura
Me pegou de surpresa e gostei tanto
Que não consigo controlar a felicidade
Que salta