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19 de fev. de 2009

Mais uma jovem vítima de bala perdida.
De onde veio o tiro que matou a jovem na escola de samba?
A menina foi buscar a sua fantasia e de repente caiu no chão
Quando viram, estava cheia de sangue
Essa é a novidade do momento
Você está em pé na rua e de repente vai ao chão
Você não pode nem mais saber se está morrendo
Porque é tudo tão rápido
Que acaba te confundindo
E de repente uma luz branca se aproxima e já não escuta-se mais nada
Me sinto parte dessa tragédia
Porque foi com uma menina de 14 anos que foi impedida de desfilar pela avenida
Até quando?
De onde vem essa bala de fogo que fere e mata?
Pra que inventaram um objeto que tira vidas?
Me faço tantas perguntas...me acho por vezes uma maluca
Mas quem de fato é maluco é aquele que acha engraçado matar uma pessoa
Por mais insignificante que seja o pobre do infeliz
Ele tem algum valor pra mim
Eu vou sentir falta dele
Vai ser menos um vivendo
Perdendo uma vida inteira
No auge dos seu 14 anos.
Baixo é o homem que passa cambaleando
Levemente embriago pelo vento frio de uma noite que passa depressa
Estou trancafiada no quarto só com a Nana
Nós duas nessa letargia aconchegante
Confesso que não preciso de mais nada
Ela me entende, aceita meus defeitos
Sabe o melhor jeito de ver o lado ruim
Sempre otimista a Fernanda segue os dias cantando "Chico"
Ouvindo "Soko"
Peço pra ela colocar Piaf
E das janelas vejo pingos e sinto cheiro de chuva
Agora mesmo é que o resto das coisas não tem de fato mais importância
Aqui temos tudo do que precisamos
Ela as vezes reclama que só quero isso
Pra que mais? Aí fico levemente confusa, faço drama e pergunto se não me quer mais
Porque quero muito quando tenho
Quero toda hora se puder
Ela gosta de ter os pés no chão
Sentir a terra entre os dedos, suas unhas pintadas de vermelho
Te admiro de longe e quase babo de tanto que é feliz
Os dias que você fica aqui, do meu lado
Eles fazem sentido
São alegres e coloridos
É verão!

18 de fev. de 2009

Essas novelas que passam o ridículo
Que retratam a mentira
Ninguém é tão patético quanto a" Vera Fish" na velhice
As horas correm no meu relógio de pulso
Minha mulher me liga de cinco em cinco
Ela não entende porque não sinto saudade
É tudo tão patético e pequeno
Que fica as vezes chato
O mundo parece pouco para o que quero dele
Quero tudo junto
Quero tudo!
Esse céu tão grande que me guia e me acompanha por essas ruas
Esse verão tão quente
Todas as figurinhas repetidas que vejo com frequência
As vezes minha perna enfraquece
Sorrio do ridículo
Gargalho olhando tão dentro de mim
Me acho ridículo
E por vezes concordo comigo
Sou tão patético e sem graça no dia a dia
Que ninguém quer chegar mais perto
Será que o problema está no meu olhar?
Será que existe algum problema?
E porque é que essa mulher não desisite de mim e cai fora logo
Atendo esse celular e preciso estar com uma voz boa todas as vezes
Ah! Essas mulheres tão loucas que me deixam confuso
Tem noites que se ela não está ali do meu lado não sei o que seria de mim
Só que porque me liga tanto?
Será que ela não percebe que sou imensamente ridículo
Vazio e pequeno
Mesmo querendo tanto
Querendo tudo em dobro

31 de jan. de 2009

É O SILÊNCIO DA NOITE
SÃO AS HORAS TAMBÉM
ENGRAÇADO COMO TUDO NELA ME ENCANTA
ACHO QUE SUA ESCURIDÃO ME EXCITA DE UMA MANEIRA INTERESSANTE
NÃO SEI EXPLICAR O QUE SE PASSA COMIGO
MAS SINTO QUE O FRESCOR DESSES MOMENTOS ME DEIXAM MAIS ALEGRE E DIVERTIDA QUE DE COSTUME
É QUE SÃO AS HORAS EM QUE LANÇADAS AS CABEÇAS NO TRAVESSEIRO
A VIDA VIRA FILME E PASSA TUDO TÃO RÁPIDO
QUE ENGRAÇADO!
NÃO CONSIGO DORMIR
ESTOU COMPLETAMENTE ELÉTRICA E JÁ SÃO 4:00 AM
O RELÓGIO COM SUA LUZ VERMELHA ILUMINA MEU QUARTO
A JANELA ESTÁ ABERTA PARA QUE EU POSSA OLHAR AS ESTRELAS
FICO ALI, PARADA, OBSERVANDO TUDO QUE ACONTECE
E DE FATO É NADA

13 de jan. de 2009

Talvez nada seja isso tudo o que se passa aqui dentro do peito
Acelera como bateria de escola de samba
Há um certo desequilibrio que me deixa assim
Tão leve como pena de pombo pendurado no fio
Por um fio, apenas pendurado
Quase que sendo eletricutado
Dor
Já não mais sente nada
Nem a gota de suor que cai tão leve pelo rosto
Sujo de vida
De suor e poeira das ruas
Sujeito que sujo segue seus dias
Meu corpo treme
Sinto medo do fio, medo de mim
E do meio da rua eu olho desesperado pra todas as janelas
E procuro insistentemente por algum rosto
Que seja desconhecido
Novo e belo
Aquela sensação com algumas pessoas
Que mesmo na primeira vez em que nos olhamos
Já existe um interesse
Intrigante
Me ponho como curioso
Atrás dos óculos escuros
Minhas lentes em direção aos rostos que passam

6 de jan. de 2009

Era uma menina e já andava por aí
Conhecia um pouco do mundo
Música, literatura, adorava pintura ... arte no geral!
Falava linguas diferentes
Gostava do botafogo
Comia brigadeiro comigo nas tardes de domingo
E me ligava na segunda quando chegava cansada do trabalho
Fazia ioga e lia grandes nomes
A gente discutia sobre os beats
Jack, Allen, Willian...
Tardes de vinho
Noites de cerveja e horas a fio de whisky
Fumava alguns cigarros
Ultrapassava o limite permitido de cigarros no cinzeiro
Chorava quando eu falava alto
Queria ficar na minha cama todos os dias
E de repente já não estava mais tão empolgada com a tua presença
Não conseguia disfarçar, meus olhares fugiam dos dela
Tesão não mais existia
E era tudo estranho
Um dia eu sumi e nunca mais voltei ali
Naquela casa estranha, com aquela mulher distante
E outro dia quando dobrava a esquina da casa dela
Vi de longe um carro estranho na porta
E cheguei mais de perto, na janela
E lá estava ela e uma outra pessoa
Estavam abraçadas vendo filme e comendo pipoca
Caí de joelhos
Meus olhos lacrimejavam e eu já não conseguia engolir
Havia tamanha emoção em mim
Naquele instante...
Foi demais
Saí dali correndo
E xinguei bem alto seu nome
Para que todos pudessem ouvir

3 de dez. de 2008

Eu sinto tanta falta do meu cigarro grudado nos meus lábios
Entre meus dedos
Desenrolando meus pensamentos
Ele era minha companhia nas noites e me ajudava a enxergar além
Tanta falta que eu sinto dele
Para aquele silêncio , olhos nos olhos e desvios
Nada como lançar do maço, um ciagrrinho
Só que ele leva muita grana da gente
Ingrato nesse sentido financeiro
Falando francamente
E ressaca de cigarro é péssimo!
Talvez seja uma das piores coisa da vida
O dia seguinte, aquele gosto forte de tabado na boca
Erght!
E as pessoas acham que ser artista é ter glamour
Elas não entendem nada de sensibilidade
Empregadas na correria das horas dos dias
Trancadas em salas e escritórios
Arght!
Que tipo superficial de vida
Presas nessa mesma coisa de sempre
E elas tem medo de ousar
De fazer diferente
Por mais que queiram, elas tem medo de tudo
Elas só pensam em dinheiro e pagar e ter contas e filhos e família
Essa repetição enjoada
Mesmas coisas
Assim não dá!
E a diferença?
A novidade?
Pelo amor do santo que é deus
Ousem ousem ousem ousem
As noites de sexta-feira são solitárias
E você podia pegar nas minhas mão e me levar para tomar umas cevejas
Mas parece que não está muito aí...
Desligada do resto do mundo nessa sua letargia que me incomoda
Vamos, baby, faz alguma coisa
Reage e saia desse limbo em que se encontra
Eu vou te pegar as 23:00 e nós vamos dar umas voltas por aí
Vou entrar no carro e passar na tua casa e você se prepara
A gente pode tentar achar uma festa interessante
Sim, as noites de sexta-feira são realmente bem solitárias
Só que se tiver umas bebidas e amigos, tudo fica bom
Ou pelo menos a gente foge do tédio
E a gente esquece que amanhã é sábado e depois domingo
Esses dias superficiais onde as pessoas exigem qualquer coisa da gente
Sim, as noites de sexta-feira são realmente solitária

2 de dez. de 2008

Restos de um corpo...
O tempo mudando, do calor infernal a ventania forte que possibilita um temporal
Restos de um corpo de bruços
Muito sangue perto da cabeça
Não sei se é só sangue ou restos da cabeça também
Pessoas se desesperam com a morte de um homem desconhecido
Perto dos restos do pobre homem, uma bicicleta
Virada de cabeça para baixo
Como a vida deste homem
E a minha
Me sinto parte deste pobre coitado que perdeu a vida
Sinto uma forte tensão no corpo
E fico desesperada, não quero ver a morte tão perto
Respiro, ao menos tento, e não consigo e me sinto morta a partir desse instante
Me emociono e choro feito bebê com fome querendo peito de mãe
Aos prantos, sem conseguir respirar direito, aflita ao caos de uma avenida movimentada
Em luto!
Todas as pessoas se olham e se chocam
Olham os restos, sentem pena e se comovem
Não sei o que fazer, pensar...
Fico perdida no meio de sensações estranhas e novas
Me sinto parte de uma vida perdida
Em pedaços no meio de uma rua
Abro a janela do meu quarto e vejo no chão da rua um corpo estirado.
Um ônibus parado.
E um homem de joelhos, sentado no meio fio da rua em desespero.
Não entendo nada...
Uma enorme mancha de sangue e restos de um corpo.
Seu meio de transporte de trabalho de cabeça para baixo.
Parece que o mundo por instantes está de cabeça para baixo
Uma lágrima rola do meu rosto, penso na vida perdida, no desespero do motorista do ônibus que infelizmente passou por cima do entregador de pizza.
E me coloco nas duas situações...
As 18:15 pm
Rua cheia, ônibus cheio, tantas testemunhas de um acidente
Eu da minha janela, tentando entender a cena
Tentando processar uma vida perdida
E a agonia desesperadora de quem tirou, por acidente esta mesma vida
Fico perdida, pego o telefone e ligo para pessoas próximas, não consigo engolir a morte sozinha
Tenho que vomitar essa novidade ruim em outras pessoas
Em frente ao meu prédio muitos policiais aguardam o rabecão
E ele não chega
20:50 e nada
Aquele corpo ainda no chão estirado, agora com um saco em cima
Venta forte, parece que o infeliz está se despedindo
Pobre do homem que perdeu a vida trabalhando

20 de nov. de 2008

No instante em que passa
Tao rapido!
Percebo que quer algo de mim
Só que não diz
E isso com certeza dificulta o encontro
Me olha e faz com que eu sinta um monte de sensações estranhas no corpo
E logo que passa
Agora de costas pra mim
Me deixando mais confusa
Por que não me diz o que quer e vira e não me olha mais?
Outra manhã
O mesmo encontro
A mesma distância
Nossos olhos dizendo e querendo alguma coisa oculta
Ninguem fala nada
E a gente passa
De repente não há nada e sim uma fixação barata e infantil
Mais uma manhã
Você passa, olha para dentro dos meus olhos
Não diz nada
Não digo nada
E a gente passa
São desencontros e encontros constantes

9 de nov. de 2008

Onda nao ha barulho
Quero o silencio do dia
Nem que para isso eu mesma tenha que ir buscar
Seja onde for
Meus ouvidos sao sensiveis demais
Nao posso permitir que me tirem os tipos diversos de sons
Sao passaros, borbotetas, insetos, vento
Aqui em pe
Pensando em como ordenar as minha proprias ideias
Nao deixar que entrem em conflito

5 de nov. de 2008

O silencio do ar-condicionado que nos tira da realidade barulhenta
Incoveniente! Persistente!
As vezes coloco protecao no ouvido e percebo que nao e a mesma coisa
Aquela calma do quarto frio
So nos duas
Essa monogamia que chega a ser ridicula de tanto que e melada e grudenta
Justamente quando eu precisava colocar o pe no freio, travar um pouco a loucura das noites
Onde adquiri somente olheiras, vicios, amores que se foram
Grandes ilusoes chegaram nesse mesmo frescor

3 de nov. de 2008

Entro no carro com eles
Coloco minhas malas na mala do carro e fecho a porta
Abro a janela
Sinto o vento nas maos e no rosto
E ele me abraca e eu sinto que estou fazendo o que e certo
Precisamos viajar para acertar nossa vida juntos
Me cobra um monte de besteiras
Diz que ja nao tenho mais tempo pra gente
Faz charme e me convence de que o melhor e pegar estrada
E somos seis, tres casais
Entornamos garrafas de bebidas, fumamos muitos cigarros e depois de algumas horas na estrada
Passando por um pasto enorme, paramos, colhemos cogumelos e armamos uma barraca no meio da estrada
Esquentamos a agua e jogamos os cogumelos coletados pelos camaradas
E agora todos de barrigas para cima
Todos olhando paras as estrelas e falando um monte de merdas
E alem do cha, ha vinho
E ele pega na minha mao e me leva para dar uma volta pelo pasto
Eu saio carrendo na sua frente, com uma garrafa de vinho na mao
Completamente fora da orbita da logica
Embriagada pelos grilos e sapos e cobras que devem estar escondidos nessa escuridao
E ele me alcanca e ja chega me agarrando e nao penso em sexo
Digo que nao!
Ele cai de joelhos no chao e chora feito crianca que nao tem brinquedo
Eu saio correndo pra bem longe desse drama
Subo em uma arvore e fico por la gritando feito louca
Me sentindo bem por ter dito nao
Ele nao entenderia nem que eu explicasse
Acho melhor eu aproveitar essa loucura de gritar em cima da arvore
E nossos amigos vem correndo em minha direcao
Todos gritando juntos
E ha uma roda louca que eles fazem de maos dadas no meio do mato, do breu
Dessa noite agradavel que nos engole
E o pobre do menino jogado no mato, chorando porque eu nao quis sexo
Vem...vem...
Vamos juntos gritar
Vem ate aqui e nos de as suas maos
Ele espera na porta de casa o carteiro chegar com a sua revista nova
A nova edicao
A nova garota do mes
Aquela revista para todos os punheteiros de plantao
Mulheres nuas
Cenas provocantes
Nada de sensual
Elas nao eram de verdade
Havia tanto fotoshop nas fotos
Nao ha mais mulheres com bafo, que peidem
Ha cirurgia para corrigir tudo
Eu gosto do erro
Da meleca no nariz
O feijao no dente
O bafo na boca nas primeiras horas do dia
Que acordam com os olhos grudados de remelas secas
Ha cigarro demais no cinzeiro
Ela ainda nao chegou em casa e entro em panico
Um copo cheio de whisky com gelo
Fico aqui desolada com os cachorros e peixes
Nao escuto o barulho do seu carro chegando e isso me assusta
Meu celular nao toca e tento ligar para o seu e so da desligado
Talvez nao durma em casa
Acho que nao gostou do modo como eu acordei hoje
Falei tanta besteira e agora fico com medo de perder
Sei la
Nao sei o que se passa na cabeca dela
Ela de manha nao me deu resposta
E isso me deixou pensativa o resto do dia
Tudo o que eu realmente queria era um beijo seu
Falei todas as coisas que eu pensava na hora
Tudo bem, metade delas saiu carregadas de exagero
So que voce nao tem me dado alternativas
Cada vez mais distante
Tao longe daqui
Esse nosso cantinho
A gente ja nao mais anda com os cachorros
E nem bebe no mesmo copo e nao se tranca mais no quarto e fica la por dias
E isso tudo a gente ja fez um dia
Por isso nao posso permitir que agora me de menos do que pode
Nao aceito
Quero como antes
Quero tudo aquilo que eu ja tive
Voce
Preserve
Recicle
Reduze
Reutilize
Cigarro
Cerveja
Vinho
Whisky
Pessoas animadas que se unem pela musica
Que se unem para gozar juntas com o som que sai das caixas de som
Som alto
Que faz mexer tudo que ha dentro do corpo
Meu corpo todo treme
Elas estao tao alegres quanto eu
A noite esta perfeita, uma lua enorme no ceu que ilumina nossos passos
Pessoas sorrindo
Amigos
Alguns amores
Ha alegria
Nessa festa todos estao convidados
Ninguem na porta barra nada
Uma festa liberal, sem limites e nao ha porta
Musica alta, de qualidade
Uma psicodelia que te leva alem
Uma festa aberta para quem quiser sorrir, dancar e viajar no som
Aquele liquido que esquenta minhas veias
E vejo formas geometricas
Ja nao sinto mais nenhuma pressao externa
Estou entrando em mim
E ao mesmo tempo corro por campos coloridos de flores tao belas e macias
E seguro tuas maos
E elas estao frias como as minhas
Sinto tua presenca tao em mim nesse instante
So nos duas em oposicao ao resto
O mundo nao pertence a nos
So por agora quero nao pensar em nada
Quero sentir esse liquido que esquenta minhas veias
Brotam ideias e pensamentos que se confundem
Talvez sejam desconexos
Ou quem sabe nao sei lidar com eles
E quero so sentir suas maos frias
Sua cara de aerea me olhando de longe
Seu corpo tao mole que cai em cima do meu
Nao menos mole
Estamos em algum lugar que nao sei
Parece que quando olho para o teto faco parte dele
Sinto que faco parte de cada parte que ha de coisa no mundo
Eu sou tudo
Posso ser qualquer coisa nesse estado
Estamos juntas e me sinto cada vez mais forte
E sinto a brisa do vento que vem do mar e entra na janela e derruba tudo
A cortina da janela fica pra fora
Minha testa suada
As maos ja nao estao tao frias e meu corpo continua relaxado
Voce agora deitada no sofa e achando tanta graca
E eu aqui sentanda tentando juntar palavras
Voce tem razao, isso agora nao importa
Quero tambem achar graca
Me agarro ao teu corpo
Te faco cocegas
Beijo na tua boca e percebo que tem gosto de veneno
Voce continua rindo e nao consegue parar e diz que sente dor na barriga de tanto que ri
Queria achar engracado so que nao consigo desviar meus olhos do teto
Ele parece que quer me engolir
E ouco tua gargalhada alta e sinto um pouco de raiva
Quero um pouco dessa graca
Voce nao percebe
Sua onda e tao egoista que voce nao percebe que eu tambem quero achar graca
E me agarra forte e me faz cocegas e eu nao consigo relaxar e sorrir
Beija na minha boca e diz que tenho gosto de morango
E continua achando tudo engracado
Quero tentar achar graca do que esta rindo
So que ela nao consegue me dizer
E continua sorrindo sem parar